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sexta-feira, 30 de maio de 2014

75 anos da Rádio Nacional – Caminhos da reportagem

O rádio é uma das mídias mais importante quando nos referimos ao mundo da comunicação social, é antecessor da televisão, internet, computador e outras ferramentas tecnológicas. Desde sua existência, sempre teve lugar garantido na vida de milhares de pessoas em todo mundo, principalmente em locais onde a energia é escassa e o acesso e outras fontes de informações como jornal impresso e internet, praticamente não existe. Uma de suas características é a instantaneidade, no momento em que o fato acontece é noticiado, por mais que exista a maior possibilidade de ocorrer erros de detalhes nas informações, além disso, torna – se uma mídia de fácil acesso, do homem do campo ao empresário, do gari ao delegado, independente da classe social predominante, o rádio também funciona como meio de acesso à democracia, à cidadania e ao social como um todo.
O filme começa com imagens e alguns relatos da cidade de Maraba no Amazonas, região norte do país. O contato direto do locutor com os ouvintes é fundamental para que haja uma relação saudável entre quem fala e quem ouve e vice versa, mandar cartas às emissoras, entrar ao vivo para pedir uma música ou mandar um alô ao amigo, ainda acontece nos dias de hoje nos programas de rádio e foi um dos assuntos bem abordados durante o documentário. Em uma retrospectiva com principais jornalistas e locutores, foi mostrado o seu contexto social, por exemplo, temas voltados para o mundo feminino, como políticas para mulheres, sexo e tabus foram excluídos do dia a dia das mulheres com a criação de programas voltados para este público, o carinho e admiração com o contato físico direto com os telespectadores é fundamental para a confiança, afetividade e credibilidade por parte de todos. A história de uma mulher simples do interior que não larga do seu aparelho e está sempre antenada com as notícias e músicas, serviu ainda amais de base para o argumento de que as mais variadas classes de pessoas tem acesso a esta fonte de informação e que precisa continuar como ponto de partida para a utilização dos cidadãos à informação, mesmo que outros meios como televisão, jornal, internet, revistas tenham grande dominação e influência na sociedade atual.
Não poderia deixar de ser mencionada a criação do Repórter Esso que há 27 anos transmitiu dados úteis à vida da população e nem mesmo a partida de futebol entre Brasil e Uruguai em 1950 que foi transmitido ao vivo. Ao logo da narração, o telespectador teve a oportunidade de conhecer o relato de pessoas do mundo do rádio, por exemplo, conhecemos as experiências da cantora Marlene e sua posterior apresentação na Rádio Nacional, o grande ícone da televisão Brasileira Dercy Gonçalves que na época foi atriz e locutora e um dos mais antigos funcionários da Rádio Nacional que também contribuiu para o fechamento do documentário. Portanto, o rádio participa como disseminador de informações úteis à toda sociedade e por mais que sejam criadas outros meios de comunicação, além dos que já possuímos, devemos lembrar que o rádio tem contribuição marcante nesse processo, desde seu surgimento a implantação na sociedade, a Rádio Nacional é uma excelente sugestão para quem quiser adentrar a esta era.


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