Notícia. Literatura. Entretenimento. Opinião. Crônica. Religião. Arte. Música. Rádio. Televisão. Jornal.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mobilidade para deficientes: Um desafio a ser enfrentado

FOTO: Dimitry Lima

Circular nas ruas, praças e avenidas de várias cidades do país em cadeira de rodas é uma aventura e exige um esforço e uma dependência de terceiros que, mesmo assim, não resolve muitos problemas. Entre as barreiras arquitetônicas identificadas em alguns levantamentos, constam-se, por exemplo, os passeios não rebaixados nos locais de atravessamento, rampas com inclinações elevadas ou sem corrimão, obstáculos nos passeios, carros estacionados irregularmente, árvores, postes, degraus, mobiliário urbano sem detecção para invisuais e pisos de fraca aderência.
Os cidadãos portadores de deficiência queixam-se, ainda, da impossibilidade de utilizarem cabinas telefónicas, alguns destes equipamentos têm degraus ou então estão colocados fora do alcance. A acessibilidade é garantida por lei. No entanto, as cidades brasileiras contam com infraestrutura quase inexistente para gatantir a mobilidade das pessoas com deficiência. O decreto 5296, de 2 de dezembro de 2004, que regulamentou as leis 10.048/00 e 10.098/00, determinou a adequação dos espaços públicos às necessidades de pessoas com limitações. No Ceará, 17,3% da população tem algum tipo de deficiência, de acordo com o Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que corresponde a 1,3 milhão de pessoas. Só em Fortaleza, existem cerca de 350 mil portadores de deficiência que não têm seus direitos atendidos.
Acessibilidade é um assunto que vai muito além, as cidades precisam se adequar arquitetonicamente. Trata-se do acesso também à comunicação, ao lazer, ao turismo e à educação, as pessoas não costumam respeitar semáforo sonoro, nem vagas de estacionamento e assentos reservados. O Estado criou um Programa de Atenção à Pessoa com Deficiência em que cada secretaria é responsável por ações nas áreas correspondentes. A realidade é que o país não se planejou para enfrentar esta nova realidade e que devem continuar sendo feitas campanhas e investimentos por parte do governo para que o direito de ir e vir possa ser garantido.


Apoio: Diário do Nordeste.
Compartilhar:
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores

Total de visualizações